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Presença consolidada

Mulheres ampliam participação na delegação brasileira e nas equipes de transmissão das emissoras em Tóquio

Valeria Contado

Boxeadora Graziele de Jesus é uma das 140 mulheres que representarão o Time Brasil nas competições no Japão (crédito Buda Mendes/ Getty Images)

Os Jogos Olímpicos de Tóquio serão especialmente marcantes para as mulheres. Se a delegação brasileira em Tóquio 1964 teve apenas Aída dos Santos, neste ano, o Time Brasil terá em solo japonês 140 mulheres, de um total de 301 atletas em 35 das 50 modalidades em disputa, maior contingente já enviado pelo País para uma edição no exterior, segundo da dos do Comitê Olímpico do Brasil (COB).

Nos estúdios e pontos de reportagem, a participação feminina também ganha destaque no universo do jornalismo esportivo em 2021. O periódico O Globo informou recentemente que a participação feminina nas transmissões dos jogos da Eurocopa nos canais do Grupo Globo chegou a 46%. E dentre comentaristas e narradoras, as mulheres também serão parte importante na cobertura dos Jogos Olímpicos.

“Temos na equipe muitas mulheres talentosas que contribuirão nessa cobertura tão importante. No Japão, por exemplo, temos Karine Alves, Bárbara Coelho, Lizandra Trindade, Julia Guimarães e Carol Barcellos. Aqui no Brasil, Renata Silveira, Natalia Lara, Ana Thais Matos, além das ex-atletas do nosso time de mais de 100 comentaristas”, comenta Renato Ri beiro, diretor de conteúdo de esporte do Grupo Globo.

Para Denis Gavazzi, diretor esportivo da Band e BandSports, esse espaço foi conquistado por todas essas profissionais que entregam muita dedicação ao conteúdo. “A competência de todas essas mulheres faz com que elas sejam protagonistas dentro da programação da Bandeirantes. Mérito puro e uma conquista que deve ser muito celebrada pela categoria e pelas mulheres”, explica. A emissora é um dos canais que mais fomenta a participação das mulheres em transmissões esportivas e tem em sua equipe nomes como Renata Fan, Glenda Kozlowski e Isabelly Morais em seu time na TV aberta. O diretor afirmou que muitas delas serão protagonistas durante as coberturas e programações no BandSports. Dentro dos Jogos Olímpicos, o canal terá, ainda, mais duas apresentadoras, Renata Saporito e Lucilene Caetano, e comentaristas como Fofão (vôlei), as gêmeas Bia e Branca Feres (nado sincronizado) e Daniele Hipólito (ginástica). “São mulheres que agregam demais ao nosso time. O espaço é delas e a hora é delas”, reforça.

Os Jogos Olímpicos Tóquio 2020 já estão sendo pautados como um dos mais importantes da história por todo o pano de fundo que envolve a competição. Dados como esses, que refletem a força feminina dentro das competições e transmissões, mostram também o quanto a representatividade precisa entrar na pauta dos organizadores dos grandes eventos esportivos. O Comitê Olímpico Internacional (COI), por exemplo, terá uma agenda especial para elas. Um dos compromissos da entidade é gerar a mesma visibilidade entre eventos masculinos e femininos. Nesta edição, a Olimpíada terá a realização de 18 eventos mistos, nove a mais do que na Rio 2016.

As Olimpíadas refletem a sociedade e o sentimento de todos nesse momento. “Você tem pessoas ricas, pessoas de classe média, pessoas que tiveram uma vida muito pobre, tem homens e mulheres quase em igualdade, você tem pessoas de origens completamente diferentes no Brasil e de estados diferentes, com níveis de educação diferentes, com rostos diferentes, então é muito fácil se identificar com alguém, com algum tipo de atleta”, afirma Renato Ribeiro.

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