De olho no futuro

Redação

Passado e futuro devem caminhar juntos e encantar o público nos Jogos Olímpicos do ano que vem. Embora a literatura clássica referende que eventos desse porte não valem o investimento, o Japão aposta na economia criativa para redesenhar a marca do país. “Tóquio vai explorar muito sua imagem tecnológica, de futuro. E deve reforçar as novas culturas pop do oriente — mangá, anime e e-sports. Por já ter sediado outra Olimpíada no passado, em 1964, não precisa voltar a falar sobre sua tradição milenar. É uma forma de rivalizar com a Coreia que ganhou o mundo com o K-Pop”, explica Anderson Gurgel, professor de Marketing Esportivo da Universidade Mackenzie.

Não à toa, Tóquio 2020 é a primeira Olimpíada a contar com patrocínio oficial do Google. Segundo comunicado da gigante da internet, o “Google contribuirá com vários serviços para tornar os Jogos de Tóquio 2020 os mais inovadores da história olímpica e paralímpica”. E bota inovação nisso. Se os japoneses querem passar ao mundo a imagem de país do futuro, nada como ter carros autônomos circulando pelo país-sede dos Jogos.

Modelo da Toyota desenvolvido para transportar pessoas com necessidades especiais durante os Jogos

A Toyota terá 20 veículos autônomos especialmente projetados para o transporte dos atletas e funcionários da Olimpíada e Paralimpíada. Os e-Palettes versão Tóquio 2020 têm formato de cubo e são elétricos. Foram desenvolvidos com base nas informações de atletas e paratletas sobre suas necessidades de deslocamento dentro da Vila Olímpica. Controlados por um sistema de direção automatizado de baixa velocidade, não passarão dos 19 quilômetros por hora e poderão levar até quatro passageiros em cadeiras de rodas simultaneamente.

Para transportar funcionários e visitantes, a montadora japonesa disponibilizará 200 APM (accessible people mover), veículos de mobilidade projetados exclusivamente para uso nos Jogos. O objetivo é que eles atendam o público com necessidade de acessibilidade, como idosos, pessoas com deficiência, gestantes, famílias com filhos pequenos, entre outros.

Parcerias duradouras

Relação entre marcas e ícones olímpicos mantém sucesso até mesmo após a aposentadoria

USAIN BOLT E PUMA

Quando o velocista jamaicano Usain Bolt entrou para a história ao cravar 9.58 segundos na prova dos 100 metros rasos do Mundial de Berlim, em 16 de agosto de 2009, seus pés calçavam sapatilhas da Puma. A parceria, que durava mais de uma década, ajudou a reinventar a marca e seguiu com o homem mais rápido do mundo até sua aposentadoria, na Rio 2016, e continua até hoje.

GUGA E DIADORA

O tenista brasileiro Gustavo Kuerten ganhou destaque no cenário mundial ao desfilar camisas espalhafatosas da italiana Diadora na conquista de Roland Garros, em 1997. Em 2000, quase desistiu de disputar os Jogos de Sidney por se opor a usar o uniforme do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e não o de sua patrocinadora. A parceria durou de 1995 até 2001. E, em 2007, o casamento foi reatado quando o tenista assinou contrato de cinco anos com a marca para o lançamento de uma linha em sua homenagem.

MICHAEL JORDAN E NIKE

A Nike que conhecemos deve grande parte de sua grandeza a um homem: Michael Jordan. A parceria com o jogador de basquete norte-americano começou em 1984 e segue até hoje. Mesmo 20 anos após a aposentadoria do astro do Dream Team, Jordan é o atleta que mais rende à Nike. Os ganhos da companhia com a linha Air Jordan correspondem a 9%
do faturamento anual da Nike.
Um fenômeno!

MICHAEL PHELPS E SPEEDO

Maior medalhista da história olímpica, o nadador norte-americano Michael Phelps acumulou nada menos que 23 Ouros, 3 Pratas e 2 Bronzes de 2004 a 2016. A Speedo foi parceira do atleta de 2001 a 2015. A união resultou em 22 medalhas olímpicas. Em 2009, quando renovou contrato com a empresa, ganhou um prêmio 1 milhão de dólares por ter batido o recorde de sete medalhas de ouro do também nadador norte-americano Mark Spitz, também patrocinado pela marca no passado.

Compartilhe

Publicidade
Publicidade

Patrocínio