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Além das longas filas, público do Parque Olímpico também enfrentou problemas nos pagamentos (Crédito: Chris McGrath/Getty Images)

Por Bárbara Sacchitiello e Teresa Levin

Patrocinadora oficial dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a Visa vem sendo alvo de críticas e reclamações por parte de algumas pessoas que estão frequentando os espaços do Parque Olímpico – que concentra grande parte das arenas dos Jogos – e também de outras áreas de realização de provas da competição.

A reportagem de Meio & Mensagem esteve no Parque Olímpico durante esses dias iniciais da competição e constatou reclamações de pessoas que não conseguiram efetuar compras de alimentos e bebidas por não possuírem cartões com a bandeira Visa – e pelo fato de não haver caixa eletrônico dentro do Parque Olímpico. Como patrocinadora oficial, a marca permite que apenas operações com a sua bandeira sejam realizadas nas áreas oficiais da Olímpiada. No próprio Parque Olímpico, outras patrocinadoras também fazem uso de recurso similar. Os quiosques vendem somente refrigerantes da Coca-Cola e cerveja da Skol – patrocinadora e apoiadora da Rio 2016, respectivamente.

Questionada sobre a restrição, a Visa responde que é de praxe que um patrocinador global de evento determine que apenas sua marca seja utilizada naquele local e que o público que não tiver um cartão da bandeira Visa tem a opção de emitir, em um espaço localizado no próprio local, um cartão pré-pago Visa. O produto, desenvolvido em conjunto com o Bradesco, permite que a pessoa carregue um determinado valor e utilize para compras nas megastores e nos quiosques de alimentos e bebidas.

Outra reclamação de quem realiza compras dentro do Parque Olímpico diz respeito às máquinas de pagamento. Lentidão na transação das compras e o fato de algumas não funcionarem foram as falhas apontadas pelo público no evento e também nas redes sociais como alguns dos fatores que colaboravam para a atrapalhar o andamento das longas filas que se formaram nos caixas do evento. Segundo a Visa, há quatro mil terminais de pagamento distribuídos pelas principais áreas de competição da Olimpíada e não foi registrado nenhuma ocorrência de falha. De acordo com a marca, os problemas no funcionamento podem ter decorrido de falhas estruturais do local – que, nesse caso, são de responsabilidade do Comitê Organizador. Também procurado, o Comitê não respondeu as questões do Meio & Mensagem até a publicação da reportagem.

Dinheiro não, Visa sim
Em alguns locais do Parque Olímpico alguns pontos de venda se recusaram a receber pagamento em dinheiro, alegando que apenas o cartão Visa era aceito. De acordo com a Visa, tal procedimento é incorreto, pois a própria legislação brasileira prevê que qualquer ponto de venda é obrigado a aceitar pagamento em espécie. Questionado, o Comitê ainda não respondeu sobre a recusa do pagamento em dinheiro.

Já Ginásio do Maracanãzinho, palco dos jogos de vôlei do torneio, a reportagem constatou um quiosque de venda que não aceitava cartão de débito Visa – recebendo apenas pagamento em dinheiro. O Comitê também não respondeu sobre a ocorrência.

Pagamento patrocinadores Visa